02.06.18



Hoje (30), foram divulgadas as fotos e a entrevista concedida por Ariana Grande para a revista The Fader. A cantora falou sobre o seu atual single de trabalho, “No Tears Left To Cry“, e também confirmou o lançamento de seu novo álbum — intitulado de “Sweetener“, para agosto.

Confira abaixo as fotos de Ariana para a edição da revista e também a entrevista completa traduzida:

    

Ariana Grande encontrou um terreno estável quando não tinha um. Agora ela está fazendo música que sempre sonhou em fazer.

Eu realmente não queria começar falando sobre o rabo de cavalo de Ariana, mas eu não consigo. Hoje, seu cabelo prateado foi construído com muitas extensões por seu Deus grego dos cabeleireiros, Chris Appleton; enquanto Ariana se movimenta pelo estúdio fotográfico usando chinelos que desenhou para Rebook, ele balança atrás dela como um Pokémon leal. Tem um detalhe trançado na frente que se estende até atrás onde está preso, com algumas partes coloridas com um agradável tom de lilás. Quando eu a vi pela primeira vez do outro lado da sala — com sua mãe, Joan, que está em completo modo de mãe e empresária de Calabasas — Eu soltei um longo “siiiiiim” sob minha respiração.

A cantora de 24 anos tem usado variações do penteado alto e apertado desde 2013 e raramente aparece em público sem ele. Em 2014, depois de algumas pessoas na internet implorarem por um novo penteado, ela explicou em uma nota no Facebook que era o único jeito que ela se sentia confortável usando seu cabelo: anos descolorindo e pintando seu cabelo de vermelho, quando ela era adolescente é atuava na Nickelodeon, estragaram severamente seu cabelo.

Na arte de capa de “No Tears Left To Cry”, o primeiro single de Sweetener, seu quarto álbum, com lançamento para julho, ela provavelmente deixou seus fãs carecas ao ser fotografada com um rabo de cavalo que era 45 centímetros mais baixo que o normal. Como um tweet que viralizou disse: “Ariana baixou seu rabo de cavalo, vocês estão acabadas vadias.”
Desde que lançou seu primeiro single aos 19, Ariana conseguiu desafiar a convenção das estrelas do pop de reinventar seu look para cada era musical. No fim da nossa entrevista, eu perguntei se ela considerava ir por um caminho totalmente diferente no ciclo desse álbum, tipo se ela alguma vez já pensou em raspar sua cabeça. Depois do ano que ela teve, ela poderia certamente usar a carta da reinvenção.

Ela enrola o cabelo em sua mão, dá uma penteada e agita ele suavemente. “O rabo de cavalo também passou por uma evolução, e eu estou orgulhosa disso,” ela diz com uma colherada de autoconsciência. “Antigo rabo de cavalo? Eu não sei se ele é aquela garota. Mas o novo rabo de cavalo? Eu gosto dele. Quer dizer, é como uma angel da Victoria Secrets sem as asas de anjo. Continua sendo ela sem elas, mas quando ela está usando é tipo, Ahh, eu entendi, ela é uma angel”.

Durante a sessão de fotos para esta história, ela foi exatamente como a Ariana que eu tenho visto em shows e sigo nas redes sociais: absurdamente calorosa, uma criança do teatro o tempo todo. Quando tivemos problemas com o som no set, ela cantou Christmas Carols para o deleite de todos. Todos os dias, ela manda para seus amigos mensagens de voz de bom dia em um tom caricato e demoníaco. Ela é o tipo de pessoa que descobre que sua música é número um em 80 países e as únicas palavras que compartilha com seus seguidores é um emoji com “Caramba, muito obrigada, como assim??????”

No fim do dia, sua equipe coordenou sua saída. Uma Range Rover vai até o estúdio e os seguranças a colocam pra dentro como se estivessem escoltando um chefe de estado. Parece que esse será o novo normal dela para o resto da vida.

Em maio de 2018, Ariana performou para um show lotado em Manchester, pausa na sua turnê Dangerous Woman, Reino Unido, que originalmente foi planejada para levá-la a seis continentes em oito meses. Pouco depois que o show acabou, uma bomba explodiu nos arredores da arena. Seus shows atraem uma platéia bem jovem, então a área estava cheia de pais esperando para buscar seus filhos. A explosão matou 23 pessoas e feriu mais de 500. Foi o ataque terrorista que mais matou pessoas no Reino Unido em mais de uma década.

Ariana e sua equipe ainda estavam nos bastidores quando isso aconteceu e nenhum deles saiu ferido. Horas depois que eles foram levados para longe da arena em segurança, ela tweetou, “devastada. do fundo do meu coração, eu sinto muito muito mesmo. eu não tenho palavras.”

Mesmo quase um ano depois, ela ainda não consegue falar muito sobre isso. Ela não tem sentado para dar uma entrevista em meses, é basicamente cortou toda a comunicação com o mundo lá fora. Na primeira menção á palavra Manchester em nossa conversa, seus olhos começaram a encher d’água. Como ela explica pra mim, “Eu achei que com o tempo, e terapia, e escrevendo, e colocando meu coração pra fora, e falando com meus amigos e família seria mais fácil de falar sobre, mas eu ainda acho difícil de encontrar as palavras. Quando você está tão conectado a algo tão trágico e terrível e o oposto do que música e shows devem ser, isso meio que deixa você sem chão.”

Em algumas horas depois do ataque, Lloyd’s of London, o banco que fez o seguro de sua turnê, ligou para o empresário dela, Scooter Braun, e disse que eles cobririam todo o pagamento de Ariana pelo resto das datas. Porque ela teria evitado todo o custo de realizar os shows, ela realmente perderia mais se cancelasse. Mas como Scooter me falou depois, “Não era sobre dinheiro pra ela. Era sobre mostrar aos seus fãs e ao mundo que ela é quem diz ser e que ela está forte por eles.”

Eles suspenderam a tour por sete datas, mas Ariana queria voltar para a estrada. Scooter sugeriu que tocassem em Manchester novamente, e eles rapidamente organizaram o que veio a ser o One Love Manchester, um concerto beneficente que arrecadou mais de 23 milhões de dólares para as vítimas e suas famílias. Em 3 de junho, um dia depois do evento ser confirmado, um ataque terrorista aconteceu em Londres: um motorista de uma van na London Bridgestone dirigiu em direção a uma multidão e matou oito pessoas. Ariana e outros artistas — Chris Martin, Katy Perry, e Marcus Mumford — todos concordaram que precisavam fazer este show mais do que nunca.

No fim do show, depois que todos os artistas se juntaram para cantar “One Last Time” de Ariana, ela lentamente caminhou para frente do palco sozinha. Ela começou a cantar “Over The Rainbow” de O Mágico de Oz, apenas com um piano ao fundo. Ela tropeçou no refrão da primeira vez, mas voltou, repetindo-o com uma convicção tão impressionante que era impossível não ouvir a música — uma que você ouviu por toda sua vida — de uma maneira completamente diferente. Nas filmagens deste momento, todas as pessoas estão chorando. Ariana terminou a música em meio a lágrimas e era possível ouví-la chorando no microfone, a primeira vez em que ela quebrou a casca durante toda a noite. Ela deu um jeito de cantar o refrão novamente.

Quando a pergunto porque ela escolheu essa música para fechar o show, ela começa a chorar novamente. A música era a favorita de seu avô, ela diz, e ela cantava para ele em casa quando ela era uma criança com uma voz potente e fora do normal. “Ele sempre me pedia para cantar nos meus shows. Ele sempre dizia, ‘Você sabe como você deveria acabar o show? “Over The Rainbow.”’ E eu nunca havia feito até esse momento. Quando eu estava me aprontando para fazer isso, eu estava pensando nele e eu senti sua presença de uma maneira muito forte na minha volta. Ele era a pessoa que eu era mais próxima na minha vida. Ele era tudo que eu queria ser: como um homem de negócios, um cavalheiro, como um amigo, tudo. Ele era perfeito pra mim.”

Em dias depois do ataque em Manchester, quando ela estava se recuperando na casa onde cresceu em Boca Raton, Flórida, ele estava lá também. “Eu achei uma pilha de bloquinhos de papel perto da minha cama, em um saquinho com fecho, e ele tinha escrito nele, ‘Para Ariana.’ Eu não me lembrava de ter visto isso antes e não estava na minha cama.” Ela diz que ela terminou o show com aquela música porque era pra ser: “Ele tocou no meu ombro e me disse para fazer isso.”

Ela disse que as lágrimas vieram naquele momento porque foi quando ela realmente sentiu que ela e o público haviam se tornado um só. “O fato de que todas essas pessoas foram capazes de tornar algo que representava o mais hediondo da humanidade em algo bonito e unificador e com amor é apenas louco.”

A turnê continuou logo depois do One Love Manchester, e Ariana passou junho, julho e agosto em uma jornada pela Europa, América Latina, e Ásia. “Nós empurramos isto é quando chegamos em casa, assim que começamos a diminuir o ritmo, todo mundo começou a sentir,” ela diz. “Foi quando o processo realmente começou. Nós estávamos cheios de adrenalina e estávamos sendo fortes uns com os outros. Quando chegamos em casa, nós ficamos tipo, ‘UAU. Agora o trabalho de verdade começa,’ e eu estou chorando.”

Mesmo antes disso, Ariana sabia que era hora de evoluir. Em 2016, ela se encontrou com Pharrell e disse a ele: “Me leve para algo completamente novo — apenas deixe fluir.” A dupla fez “um milhão” de músicas juntos, e ela diz que gostou da liberdade de criar sem uma gravadora limitando datas. Mais importante, que Ariana lembra, ele a colocou sentada, apontou para seu coração, e disse a ela que era hora de mostrar a seus fãs o que realmente acontecia ali. Por e-mail, ele explicou que seu papel como produtor dela era “parte ouvinte, parte terapeuta, parte estenógrafo.”

Ariana estava cansada de estruturas musicais diretas e queria muitas mudanças, o que é uma das habilidades particulares de Pharrel. Pegue, por exemplo, “The Light Is Coming”, um novo tipo de faixa — um choro longe de suas músicas fáceis de digerir do passado. Esse tipo de experimento criativo deve ser um pouco mais arriscado, mas como Pharrel me disse, os acontecimentos de Manchester deu um grande reinício ast expectativas do projeto. Metade das músicas que foram a lista final do álbum são produzidas por ele.

“Em tudo honestamente, eu sinto que tipo [depois de Manchester] foi quando pessoas diferentes da gravadora realmente começaram a entender o que estávamos tentando fazer,” Pharrell disse. “É uma pena que tenha sido esta situação o que nos deu o contexto, mas eles foram capazes de realmente vê-lo. E essa é a verdade.”

“The Light” foi feita com uma parceria em mente, e Ariana fez uma audição com outro rappers para tomar este lugar — “Eu não quero parecer uma pessoa terrível, mas eu não estava amando nenhum deles” — antes de chamar sua amiga Nicki Minaj. Ela enviou a música por mensagem para Nicki e perguntou se ela estaria interessada em colaborar. Nas palavras de Ariana, Nicki ficou tipo, “pu-ta-mer-da-eu-amei-isso,” e a ligou em uma manhã chuvosa às 5 da manhã para ouvir seu verão. “Eu fui para o estúdio de chinelos e pijama e ela arrasou,” ela diz. “É isso que Nicki Minaj faz, ela eleva o nível das músicas. Se você vai colocar um rapper em uma música, ele tem que realmente realmente realmente estar ali por um motivo, e ela mostra isso todas as vezes.”

Em “Borderline”, outra produção de Pharrell, Missy Elliott faz uma participação especial, uma experiência que Ariana sonhava em ter desde muito pequena, dançando em seu quarto com as músicas de Missy, e estudando seus videoclipes dirigidos por Dave Meyers, que acabou dirigindo o clipe de “No Tears Left To Cry.”

A outra metade do álbum foi produzida pelo mais confiável e científico criador de hits do pop, Max Martin. Isso é muito do que Ariana produziu depois de Manchester, e ela disse que ela teve bloqueio em sua escrita dessa vez. É um pouco clichê dizer que o álbum novo de um artista é o seu mais pessoal até então, mas para Ariana é realmente verdade.
Em “Get Well Soon,” ela traça seu caminho por entre as esquinas de um ataque de ansiedade. “Garota o que tem de errado com você? / Volte aqui.” Eventualmente, ela canta para ela mesma para ficar estável novamente. Ela escreveu a letra logo depois de um ataque de ansiedade, e suas palavras têm como fundo piano, alguns sinos, e centenas de repetições de sua linda voz. “O que me faz sentir ok com me abrir e finalmente me permitir ser vulnerável né que eu sei que meus fãs sente o mesmo,” ela diz. “Eu tenho falado com eles sobre isso. Eu tenho fãs que se tornaram meus amigos. Eu tenho seus números, e nós conversamos todo o tempo. Eu toquei as músicas para eles antes de tocar para minha gravadora. Eles ficaram tipo, ‘obrigada’, quando ouviram essa. Foi muito assustador fazer isto, mas foi tipo, ‘Eu entendo isso, eu sinto isso também’…”

Esses sinais de riscos criativos são a parte mais pensativa da sua carreira. “Eu sempre fui tipo cantando, 5-6-7-8, dança sexy…. coisa sexy. Mas agora é tipo, ‘Ok… é um hino — mas é uma mensagem.é um hino mas também tem partes da minha alma nisso. Aí vamos nós. Além disso, eu chorei 10 milhões de vezes na sessão escrevendo isso pra vocês. Aqui está meu coração sangrando, e aqui está uma boa batida por trás disso.’ Definitivamente temos um pouco de choro-na-pista-de-dança nessa.” Ela faz um balanço com a deliciosa “No Tears,” o hino que introduziu as pessoas a essa nova era. Em “God Is A Woman,” um coro está por trás junto com uma variedade que poderia provavelmente ser excomungado por dançar da maneira certa.

Algumas semanas depois da nossa entrevista, Ariana postou em sua história do Instagram que ela havia decidido adicionar cinco músicas ao álbum, finalizando a lista com 15 músicas. Nós ligamos para falar sobre a mudança criativa de última hora, e Ariana parece mais feliz e enérgica do que antes.

Depois de recentemente atingir um período emocional, ela revistou algumas das músicas que ela havia decidido cortar inicialmente. As adições são mais três músicas das sessões com Pharrell, uma com Max, e uma com seu antigo e próximo colaborador e produtor Tommy Brown.
Ela primeiro se preocupou com que essas músicas fossem “muito emocionalmente honestas” e poderia fazer seus fãs ficarem preocupados, mas depois de um dos mesmos sobre os quais escreveu se tornar real, ela deu às músicas uma segunda chance. “Tem partes da minha vida que eles adorariam saber,” ela diz, “e momentos difíceis que tenho passado por um ano e meio passados merecem ser compartilhados porque eles me amam muito e se importam. Eu não quero esconder nenhuma dor deles porque eu consigo entender as dores deles. Porque não estar nisso juntos?”

Ela me explica que ela percebeu que ela continuava colocando barreiras emocionais. “Eu acho que eu estava tipo em 0 e fingindo estar em 10 por mais ou menos 10 meses,” ela diz. “Levou um tempo para eu estar, eu mereço estar em 10, e foda-se, e vamos, e agora eu me sinto tão livre e feliz pra caralho. Alcançar esse sentimento me fez olhar para essas músicas e ficar tipo O que? O que?! Eu não ia colocar isso no álbum? Ah meu deus, isso é um hino! Que porra eu tava pensando? O que eu tinha na minha própria cabeça que eu pensei em tirar isso do álbum.”

Recuperação é um processo real, e felizmente Ariana tomou um tempo para ela mesma. Ultimamente, ela tem mergulhado de cabeça e seu álbum aproveitando uma vida serena em L.A. com seus sete cachorros. Ela diz que tem assistindo intensamente muito Grey’s Anatomy, finalizando cinco temporadas — são mais de 100 horas — apenas no mês passado. Ela jura que é totalmente a Christina mas também compartilha do lado emocional de Izzie; se há alguma seis melhor sobre um grupo de amigos trabalhando em um processo aparentemente interminável de tristeza, eu não consigo pensar em nenhum.
Ela diz que terapia tem ajudado ela — na verdade ela tem feito por toda sua vida e sempre foi uma fã. “Tem me ajudado alisar com tanta coisa. Eu acho que é ótimo para todos. Especialmente no que diz respeito a isso. Terapia é o melhor. Realmente é.”

É também a primeira vez que ela tem vivido em sua casa desde talvez sempre, e ela tem saboreado isso. “Eu sinto como se do nada eu acordasse e eu sou adulta. É muito louco pra mim,” ela diz desacreditada e ela gosta de acordar às 6:30 da manhã e observar sua casa ser envolvida pela manhã de L.A., uma “deliciosa nuvem de sonhos,” ela diz.

“Eu nunca estive tão vulnerável para eu mesma. Eu sinto como se eu tivesse me formado (como pessoa) quase.”
No ano anterior a nossa entrevista, as únicas aparições públicas reais de Ariana foram para causas políticas. Em novembro ela apareceu como a pessoa mais nova a performar no A Concert for Charlottesville, um musical beneficente em Virgínia que foi organizado por Dave Matthews depois que Heather Heyer foi assassinada por um racista quando Neonazistas atacaram a cidade. Em março, ela foi uma das atrações principais na March for Our Lives em Washington D.C., a demonstração de estudantes contra a violência das armas após um tiroteio em passa na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, Florida. “Nós estamos em uma difícil e as pessoas vêm respondendo com aceitação, amor, inclusão, paixão,” ela diz. “Essa geração, eles estão levantando e eles não vão aceitar não como resposta.”

Quando as crianças de Parkland vieram a Los Angeles, Scooter arrumou um jeito de elas a conhecerem antes que o protesto começasse. Eles sentaram no chão de sua sala em um círculo e conversaram sobre teatro, compartilharam experiências, e ela falou sobre Manchester, especificamente sobre o que acontece quando passa um tempo de um evento tráfico e tudo se acalma. Eles viraram amigos instantaneamente, se abraçaram e choraram muito.

“Isso resume quem ela é,” Scooter me disse. “É quando você vê o melhor dela: quando as câmeras não estão ligadas. Porque muitas pessoas sabem como fingir para as câmeras. Ela é quem ela é o tempo todo.

Uma coisa estranha de se pensar é que Ariana Grande quase não virou uma cantora — ela não foi sempre vista como uma pessoa facilmente relacionamento com talentos super humanos. Na Nickelodeon, ela fazia o papel da sempre-óbvia Cat Valentine na escola de arte da comédia Victorious, que tinha como estrela Victoria Justice. Eventualmente, o papel se tornou um novo spin-off chamado Sam&Cat, que teve uma primeira temporada bem sucedida mas acabou após 36 episódios. Ela gravou algumas músicas chiclete para séries e fez aparições especiais em alguns projetos da Nick, mas nada realmente fez mais sucesso desde sua aparição mais jovem. Sony havia passado ela, e a Nickelodeon não pensava nela como algo mais do que um personagem secundário. Então ela foi atrás da música do seu próprio jeito no YouTube, com seu username bem anos 2000 “osnapitzari.”

Em um vídeo que ela postou em 2007, quando ela tinha 14 anos, ela está parada na frente de uma máquina de pedal e usa diferentes gravações de sua voz para criar uma faixa com várias camadas dela mesma como cada instrumento e como a vocalista. É super fofo e psicoticamente impressionante. Alguns anos depois, em 2012 — com seu antigo rabo de cavalo — ela gravou um concerto de “Die In Your Arms” de Justin Bieber. Isso chamou a atenção do empresário de Bieber, Scooter Braun, que assinou contrato com ela logo depois. Sua estreia em 2013, Yours Truly, um álbum pop R&B, majoritariamente produzido por Babyface, estreou em primeiro lugar, assim como o seguinte, My Everything, o que tornou Ariana uma figura fica no top 10 da Billboard.

O alcance de quatro oitavas de Ariana, que é mais forte do que a da maioria das cantoras de pop atuais, faz dela uma estrela. Ela tem uma voz especialmente leve, o que faz suas notas altas soarem como canhões de glitter sendo jogados por cima de arco-íris, especialmente quando sua voz está sobreposta nas faixas de uma música umas sobre as outras. Em uma sequência de tweets agora-icônica de 2016, ficou determinado de ela de fato “Tem O Alcance.”

Para um exemplo de sua habilidade, considere o single muito amado mas de baixo desempenho “Into You.” É uma música de amor intensa que começa com uma letra que Lorde falou no twitter que era talvez a coisa mais perto do “pop perfeito” que ela havia já ouvido: “Eu estou tão apaixonada por você/ Eu mal consigo respirar.” Perto do som acabar, depois da ponte épica, o refrão repete algumas vezes com uma espiral de harmonias e improvisos.

“Esses momentos para mim são quando a música se completa,” Ariana diz. “Quando você consegue o refrão, você faz alguns improvisos e todas as harmonias do mundo. Minhas coisas favoritas são produção vocal, harmonias e arranjo vocal. É quando o som cria suas próprias pernas”

Para mim, como um homem gay — e eu estou um pouco envergonhado por falar isso — esses momentos transcendentais na música e o modo como eu reajo a eles me lembram que ser gay não é uma escolha e que eu nasci desse jeito. Embora nossa fã base queer seja algo dado para a maioria das estrelas do pop, Ariana parece especialmente merecida. “Eu cresci cantando em bares gays,” ela diz. “Eu cresci com um irmão gay, que é meu melhor amigo. Garotos me ensinaram como me maquiar. Esse é um amor autêntico.” O segundo verso de “No Tears Left To Cry”, ela me conta, é sobre “esses doces fofos” na sua turnê e ao encontrá-la que tenham se assumido para ela.

É assim que ela disse que as conversas são:

Fã: Oi mãe.

Ariana: Oi bebê.

Fã: Eu sou gay.

Ariana: Arrasou! Sério?

Fã: Essa foi a primeira vez que eu contei isso pra alguém.

Ariana: O QUE!? DE JEITO NENHUM PORRA, VENHA AQUI!

São momentos como esse que a deixam animada para compartilhar este álbum e voltar a fazer turnês, apesar de tudo que ela passou no ano passado. Se a Doutrina de Ariana é cruzar o mundo espalhando amor e positividade na cara do ódio, ela está fazendo música que combinam com a ambição dessa meta de vida. “Eu nunca estive tão vulnerável para eu mesma,” ela diz. “Eu sinto como se estivesse me formando (como pessoa) quase. Eu sinto que tipo, por um bom tempo as músicas eram boas, mas não eram músicas que me fazem sentir algo como essas músicas fazem.”
Chegando ao fim do nosso momento juntos, ela me conta uma estória que resume o modo como sua vida tem sido ultimamente. Ela acontece em um dia nublado, chuvoso — seu tipo favorito. “Eu estava dirigindo do trabalho para casa e eu apenas senti uma paz impressionante sobre mim,” ela relembra. “Eu apenas comecei a chorar — lágrimas de gratidão por conta da perspectiva, do crescimento, de se abrir e encontrar seu chão novamente por conta da música, amigos, e amor. Eu estava impressionada em como se torna simples se você deixa que assim seja.”

27.05.18



Ariana Grande divulgou agora há pouco em suas redes sociais, a primeira prévia da música “The Light Is Coming“, nova parceria da cantora com a rapper Nicki Minaj. Ouça:

Rumores afirmam que esta faixa será o próximo single do quarto álbum de estúdio de Ariana, “Sweetener“, que será lançado no dia 20 de julho. Além desta música, a cantora já revelou outros nomes de músicas que estarão no álbum, entre elas: “R.E.M“, “Sweetener“, “God Is A Woman“ e a intro “Raindrops“.

20.05.18



Aconteceu neste Domingo, 20, mais uma edição do Billboard Music Awards, onde Ariana Grande apresentou-se com “No Tears Left to Cry” – carro chefe de seu 4º álbum de estúdio, “Sweetener“. No início da premiação, a cantora Kelly Clarkson, apresentadora da noite, ficou muito emocionada ao pedir um minuto de “ação” em homenagem às vítimas do tiroteio no Texas, que aconteceu semana passada nos Estados Unidos.

Além de Ariana, aconteceram performances musicais de Camila Cabello, BTS, Demi Lovato, Dua Lipa, Kelly Clarkson e Janet Jackson. Confira logo abaixo todas as fotos e vídeos:

FOTOS e VÍDEO: Performance

FOTOS: Bastidores

18.05.18



A revista norte-americana Entertainment Weekly publicou nessa última quinta-feira, 17, uma lista com os 20 melhores duetos femininos lançados nos últimos 20 anos, assim como uma lista das 5 piores no mesmo período. Ariana Grande aparece apenas na lista das 20 melhores, com 2 canções: “Side to Side”, em 8º, e “Problem”, em 4º. Confira o que a revista falou sobre ambas, logo abaixo.

8. Ariana Grande feat. Nicki Minaj – “Side To Side” (2016)
A única coisa mais divertida do que ouvir esta balada reggae-light são as risadas que vêm depois que você percebe sobre o que a música e seu vídeo com temática de academia falam sobre. Esse dueto foi o clímax de de uma sucessão de sucessos de Grande e Minaj, seguido pela bem sucedida “Bang Bang” de 2014 e o jazz sobre sexo oral “Get On Your Knees.”

4. Ariana Grande feat. Iggy Azalea – “Problem” (2014)
Apesar dela já ter conseguido um hit no top 10 com seu primeiro single “The Way,” a verdadeira ruptura e sucesso comercial de Ariana Grande veio através dessa incontestável máquina de saxofone que também faz parceria com Azalea, no seu mais tolerável. Foi esse o fator responsável por manter a canção distante da primeira posição, perdendo para “Fancy” da própria Azalea, jogando praga em “Problem”.

17.05.18



Ariana Grande estampa a capa da nova edição da revista americana TIME, que traz como tema “Os líderes da próxima geração”. Na capa, a publicação diz: “Ariana Grande e mais 9 ativistas, artistas e atletas em ascensão”.

Confira as fotos, vídeo e entrevista abaixo:

FOTOS:

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CAPTURAS

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Desde 2014, a franquia bianual da TIMESLíderes da Próxima Geração”, produzida em parceria com a Rolex, já destacou mais de 60 jovens que estão em um caminho brilhante em política, entretenimento, moda, ciência, esportes e outros. E muitos passaram a ter um profundo impacto no mundo.

Ariana Grande está pronta para ser feliz!

Ariana Grande está feliz, e é importante pra ela deixar que as pessoas saibam disso. Porém, seria difícil não notar sua felicidade neste dia ensolarado de primavera em sua casa em Beverly Hills. Ela a transmite para fora de si enquanto se deita no gramado, falando com voz de bebê com Toulouse, e ela (felicidade) preenche o seu caminho enquanto ela caminha de dentro da sua casa para o gramado, girando e rodopiando em um vestido cinza de tule com babados.

Ela tem muitos motivos para estar feliz. Com 24 anos, Ariana é uma das maiores estrelas pop do mundo, e ela está vindo com novas músicas, dois anos após seu último álbum, o poderoso Dangerous Woman. Seu mais novo single se chama “No Tears Left to Cry.” Pelo título, você esperaria por uma balada fraca – ela não tem mais lágrimas! Ao invés disso, é triunfante, uma mistura de house dos anos 90 com pop, os vocais te deixam parte ofegante, parte enérgico, brincadeiras com as palavras. Ela escolheu com cuidado: “A introdução é lenta, e depois ela acelera”, ela diz. “E é sobre captar as coisas.”

Ariana fez uma música sobre resiliência por que ela teve que passar por isto, de uma maneira difícil de imaginar, depois que terroristas detonaram uma bomba do lado de fora de seu show em Manchester, na Inglaterra em 22 de maio de 2017, matando 22 pessoas e deixando mais de 500 feridos. O que aconteceu é parte da música, mas a música não é sobre o que aconteceu. Ao invés de expressar tristeza, é alegre e atraente, e Ariana está orgulhosa disso, e dela mesma. “Quando eu comecei a cuidar mais de mim, então veio o equilíbrio, a liberdade e a alegria”, ela diz. “Isso se emana na música”. No vídeo da música, ela está de cabeça para baixo, do jeito que a vida costumava ser. “Nós mexemos com a ideia de não conseguir ter os pés no chão novamente”, ela diz, “porque eu sinto como se eu finalmente estivesse com os pés no chão agora”.

Grande é pequena, com olhos de boneca e um largo, sorriso. Ela normalmente usa seu cabelo em um grande rabo de cavalo, mas hoje está preso pra trás em um coque elaborado, com pequenas mechas de cabelo vindos de trás de sua orelha como uma auréola. Quando ela fala, é sincera e entusiasmada- você consegue sentir sua origem de ser uma criança do teatro.

Grande cresceu no sul da Flórida, sua mãe era CEO de uma empresa de comunicação e seu pai um designer gráfico de sucesso. Quando criança, ela gostava de performar. “Eu amava usar máscaras de Halloween em junho e fazer stand-ups na cozinha para meus avós”, ela diz. Ela era precoce e segura de si. “Meu amigo da pré escola encontrou um caderno que devemos ter escrito quando tínhamos 5 ou 6 anos que era tipo “O que você quer fazer quando crescer?” ela diz. “O meu dizia, quero estar na Nickelodeon e daí eu quero cantar.”

Ela performou no teatro local, e então na Broadway no musical 13. Quando tinha 16 anos, entrou para o elenco de Victorious, série da Nickelodeon, o que a tornou uma estrela, embora principalmente com espectadores mais jovens, e ela se envolveu com o pop chiclete. Ela assinou com a Republic Records após o presidente ver vídeos dela fazendo covers de Whitney Houston e Adele no YouTube.

Seu primeiro single oficial, “The Way”, foi lançado em 2013. Ele não se parecia nada com as músicas que ela havia gravado para a Nickelodeon; era jovial, um cativante soul antigo, e mostrou sua voz arrebatadora, que às vezes parece quase instrumental. (Mesmo seus fãs mais obcecados apontam isso, dependendo como ela está cantando, é difícil entender suas letras- uma crítica que ela claramente leva em conta. Em algum ponto da nossa entrevista, depois de terminar um pensamento, ela se virou pra mim e perguntou, “Eu pronunciei errado?” e então sorriu de forma levada.

Seu primeiro álbum, “Yours Truly”, estreou em primeiro lugar no Billboard 200 e vendeu mais de 500,000 cópias mundialmente, e os seguintes, “My Everything” e “Dangerous Woman”, foram ainda melhor. Ela lançou uma sequência de colaborações que ficaram no topo dos charts. incluindo “Problem” (com Iggy Azalea), “Love Me Harder” (com The Weeknd) e “Side to Side” (com Nicki Minaj). Ela fez turnê mundial. Foi rotulada como diva, como acontece com quase toda mulher na música. Se tornou a terceira pessoa mais seguida no Instagram. Era muito para lidar, mesmo que ela tenha pedido pelo sucesso. “Teve um período de ajustes, porque minha vida mudou drasticamente”, ela diz. Ela está segura com isso agora, “Se eu quiser sair, então vou sair como Ariana Grande e vou estar ok com isso”, ela diz. “Se estou me sentindo menos ok, eu provavelmente vou ficar na cama e assistir Grey’s Anatomy.”

Tudo era diferente, ela diz, quando estava fazendo seu novo álbum. Primeiramente, ela tomou as rédeas escrevendo suas músicas, o que ela nunca havia feito antes. “Eu estava muito animada por estar cantando”, ela fala sobre seus esforços anteriores. “Então eu co-escrevi, mas eu nunca estava envolvida”. Ela também foi mais expressiva com seus produtores- Max Martin, Savan Kotecha e Pharrell Williams, três dos mais confiáveis hitmakers na música- sobre experimentar o seu som. “Não havia nada que eu não tentasse”, ela diz. Ela disse a Williams que ela queria “fazer a coisa mais estranha possível primeiro.” Há muitos momentos na música- tanto no lead single quanto no hino, quente e sensual chamado “God Is a Woman” – no qual a voz de Ariana é colocada em camadas, para poder parecer um coro, mas na realidade, é só ela, multiplicada. Em outra música, “Get Well Soon,” seus vocais estão entrelaçados em densas camadas de som, criando um efeito de outro mundo. “É tipo eu falando com todos meus pensamentos na minha cabeça”, ela diz, “e eles estão cantando de volta pra mim.”

Ela credita essa liberdade criativa com o trabalho que ela tem feito de se curar. “Eu me senti mais inclinada a tocar nos meus sentimentos porque eu estava passando mais tempo com eles”, ela diz. “Eu estava falando mais com eles. Eu estava fazendo mais terapia.” Apesar de ter tido problemas com a ansiedade no passado, ela diz “Eu nunca me abri sobre isso, porque eu achava que era como a vida deveria ser.” O que, especificamente, a estava deixando ansiosa? Ela balança sua cabeça. É difícil de falar sobre.

Aqui está o que Scooter Braun,empresário de Ariana, me conta sobre o que aconteceu no último verão, depois do ataque terrorista em Manchester. Ariana havia voado para casa para ficar na casa de sua avó em Boca Raton, e Braun a encontrou lá, onde ele a pediu algo que, como ele disse, sabia que na época era injusto. “Eu disse, “Nós precisamos fazer um show e voltar lá”. Ela me olhou como se eu fosse louco. Ela disse, “Eu nunca mais vou conseguir cantar essas músicas de novo. Eu não posso colocar essas roupas. Não me coloque nessa posição.” Eles decidiram cancelar o resto da turnê.

Dois dias depois, Braun estava em um voo, e quando pousou, havia recebido 16 mensagens de texto de Ariana dizendo, “Me ligue. Preciso falar com você.” Quando eles finalmente se falaram, ela disse “Se eu não fizer nada, estas pessoas terão morrido em vão.” Eles decidiram fazer um show em Manchester para ajudar as famílias que foram afetadas.

No minuto em que chegaram, apenas dois dias depois do bombardeio, se dispuseram a ajudar. Eles foram ao hospital e falaram com os sobreviventes. Eles conheceram as famílias dos falecidos. Conforme o show se aproximava, eles começaram a se preocupar sobre as pessoas estarem com medo demais para comparecerem.

Mas mais de 50,000 pessoas apareceram. Uma dúzia de outros artistas- incluindo Justin Bieber, Coldplay e Katy Perry- apareceram para performar. Ariana fechou a noite com uma performance de “Somewhere Over the Rainbow,” com lágrimas escorrendo por seu rosto. O show, chamado “One Love Manchester”, passou ao vivo na British TV e foi assistido por todo o mundo, junto com informações sobre como doar; ele ajudou a arrecadar mais de 12 milhões para as vítimas do bombardeio e suas famílias. A cidade de Manchester nomeou Ariana como cidadã honorária, a elogiando por seus “muitos atos altruístas e demonstrações de espírito comunitário.”

“Nós colocamos muito nos ombros dela,” Braun diz. “E ela deu conta. Você sabe, pelo resto da vida dela, ela pode dizer que ela é exatamente quem ela diz ser.”

Então foi isso que aconteceu. Depois do show de Manchester, Ariana terminou a turnê. E então ficou na dela por um tempo.

Ariana havia criado a carreira na efervescente alegria de ter música como escape: a voz arrepiante, os emocionantes shows ao vivo, os vídeo clipes perfeitos. Agora, mesmo que ela não tivesse nada a ver com o ataque, ela havia virado o centro da narrativa de uma maneira que se tornou imparável. E o que ela havia realmente perdido, comparado com todos os outros? Pessoas haviam perdido seus filhos, pais, companheiros, amigos. Criar algo que fosse explicitamente sobre isso iria fazer parecer que ela estava se aproveitando disto. Mas ignorar isto não seria sincero.

Ela sabia o que eu iria perguntar antes mesmo que eu falasse as palavras. Ela pode ver em meus olhos, e eu posso ver nos dela, e ela começa a chorar- sem lágrimas graciosas, mas profunda e soluçante. “Desculpa,” ela diz. “Eu vou dar o meu melhor”.

Devagar, ela começa a falar: “Existem tantas pessoas que sofreram com perda e dor.” Se próprio pesar é enorme e insignificante. “A parte de processar (o que aconteceu) vai durar pra sempre,” ela diz, e soluça novamente. Ela não quer falar sobre o ataque. “Eu não quero dar tanto poder a isso,” ela diz. “Algo tão negativo. É absolutamente o pior da humanidade. É por isso que eu dei o meu melhor para reagir como eu reagi. A última coisa que eu poderia querer que meus fãs vissem algo como aquilo acontecer e acharem que eles ganharam.”

“Supostamente música é pra ser a coisa mais segura do mundo,” ela continua. “Eu acho que é por isso que isso continua tendo um peso tão grande no meu coração todos os dias.” Ela respira fundo. “Eu gostaria que eu pudesse ter feito mais. Você acha que com o tempo será mais fácil de falar sobre. Ou que você ficará em paz com isso. Mas todos os dias eu espero essa paz vir e ainda dói muito.” Não há uma resolução. Não há um porque. Apenas aconteceu. Ariana olha para o céu. “Me desculpe,” ela diz novamente. “Qual era a pergunta?”

A abelha tem sido o símbolo de Manchester por anos; é um símbolo do trabalho duro de seus moradores, as abelhas trabalhadoras que construíram a região durante a Revolução Industrial. Após o ataque, milhares de pessoas em Manchester fizeram tatuagens com abelhas. Assim como Ariana e os componentes de seu time. Agora ela vê abelhas em todo lugar. Tem uma no fim do vídeo de “No Tears Left to Cry,”na cena final, voando para longe.

É uma parte de como ela leva o que aconteceu com ela em Manchester. Ela performou no Charlottesville, shows de caridade, como o March For Our Lives rally em Washington, e ela se encontrou com alguns dos sobreviventes do tiroteio de Parkland. “Eles são tão novos, mas tão brilhantes e tão fortes,” ela diz. “Nós tivemos muito o que falar sobre o que havíamos passado.”

Seu novo álbum, ela diz, se chama Sweetener. Ela escolheu este nome porque é a mensagem que quer passar para seus fãs: que você pode passar por uma situação ruim e fazer tudo ficar bem. “Quando é lhe dado um desafio” ela diz, “ao invés de ficar sentado e reclamando sobre isso, porque não tentar fazer algo bonito?”

Isso é o que ela está sentindo também. “Eu estou feliz” ela diz, e lágrimas saem de seus olhos novamente. Ela as seca. “Eu estou chorando” ela diz, “mas estou feliz.”

15.05.18



Na noite de ontem (14), Ariana Grande juntou-se com Jimmy Fallon e The Roots, no quadro Classroom Instruments, para promover o seu atual single, “No Tears Left To Cry“. Os artistas usaram os instrumentos de papelão da Nintendo Labo e o resultado ficou incrível:

“Foi totalmente bizarro e uma aposta tão grande”, disse Jimmy. “Eu não sabia se ia soar tão bem, mas Ariana está sempre pronta para tentar algo divertido e diferente.”, completou.

Confira o vídeo: